quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Cores



Bob Dylan e Joan Baez
(1982)


Blowin' in the Wind
Bob Dylan
(1963)


How many roads must a man walk down
Before you call him a man?
How many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand?
Yes, and how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind
Yes, and how many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea?
Yes, and how many years can some people exist
Before they're allowed to be free?
Yes, and how many times can a man turn his head
And pretend that he just doesn't see?
The answer, my friend, is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind
Yes, and





quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Branco - MLXXVI



Por entre a verdura
uma flor branca floresce -
não lhe sei o nome.



SHIKI (1869-1902)

Bashô, Buson, Issa, Shiki, Imagens Orientais

(versão portuguesa: Luísa Freire)

Assírio & Alvim, 2003


quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Preto e Branco - XLVI



Com três cores,
azul, vermelho e amarelo,
fabricas as restantes.
O preto não o fabricas -
é.
Tal como o branco.



Giánnis Ritsos, Papéis, 1974

(in: Antologia, Fora do Texto, Coimbra, 1993 - tradução de Custódio Magueijo)

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Azul - MLXXX



Canal de Corinto



http://www.fotocommunity.es/photo/corinto-canal-cence/22464778#


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Cores



MUSAC - Museu de Arte Contemporânea de Castela e Leão



http://leon.portaldetuciudad.com/es-es/informacion/musac-014_239_3_1253.html

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Branco - MLXXV


(...)
Somos analfabetos do silêncio e esse é um dos motivos porque não sabemos viver na paz.
(...)
Pense-se em como o silêncio dá a ver o património de uma amizade. E a pergunta é: como percebemos que dois desconhecidos são amigos? Pela forma como conversam? Certamente. Pelo modo como se riem? Claro que sim. Mas ainda mais porque nitidamente acolhem o silêncio um do outro. Entre conhecidos o silêncio é um embaraço, sentimos imediatamente a necessidade de fazer conversa, de ocupar o espaço em branco da comunicação. Com os amigos o silêncio nada tem de embaraçoso. O silêncio é um vínculo que une.


José Tolentino Mendonça
Expresso, 13/06/2016

sábado, 27 de agosto de 2016

Preto e Branco - XLV



Lou Reed
There is no Time
(1989)

This is no time for Celebration
this is no time for Shaking Heads
This is no time for Backslapping
this is no time for Marching Bands

This is no time for Optimism
this is no time for Endless Thought
This is no time for my country Right or Wrong
remember what that brought

There is no time
there is no time
There is no time
there is no time

This is no time for Congratulations
this is no time to Turn Your Back
This is no time for Circumlocution
this is no time for Learned Speech

This is no time to Count Your Blessings
this is no time for Private Gain
This is no time to Put Up or Shut Up
it won't no time to come back this way again

There is no time
there is no time
There is no time
there is no time

This is no time to Swallow Anger
this is no time to Ignore Hate
This is no time to be Acting Frivolous
because the time is getting late

This is no time for Private Vendettas
this is no time to not know who you are
Self knowledge is a dangerous thing
the freedom of who you are

This is no time to Ignore Warnings
this is no time to Clear the Plate
Let's not be sorry after the fact
and let the past become out fate

There is no time
there is no time
There is no time
there is no time

This is no time to turn away and drink
or smoke some vials of crack
This is a time to gather force
and take dead aim and Attack

This is no time for Celebration
this is no time for Saluting Flags
This is no time for Inner Searchings
the future is at head

This is no time for Phony Rhetoric
this is no time for Political Speech
This is a time for Action
because the future's Within Reach

This is the time
this is the time
This is the time
because there is no time

There is no time
there is no time
There is no time
there is no time

Lou Reed


Preto - XLI



J. S. Bach
Cantata do Café - BWV 211
(1732-1734)


Coro e Orquestra Barroca de Amesterdão
Cravo e Maestro - Ton Koopman
Soprano - Anne Grimm
Tenor - Lothar Odinius
Baixo - Klaus Mertens

(2012)

domingo, 17 de julho de 2016

Azul - MLXXIX



Hippo Water Roller

https://plus.google.com/+docsity/posts/KbBKd9dxzMb



(...)
O projecto Hippio Water Roller começou há mais de 25 anos e, até hoje, já foi utilizado em mais de vinte países. Para os mais de 750 milhões de pessoas na Ásia e África que lutam pelo acesso à água, este mecanismo é uma forma de conseguir um bem essencial, mas também uma ajuda fundamental no dia-a-dia das mulheres, tão pouco valorizadas nestas sociedades.


http://greensavers.sapo.pt/2016/07/17/uma-simples-mas-inovadora-forma-de-transportar-agua-nos-paises-em-desenvolvimento-com-fotos/


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Cinzento - XII





https://www.cig.gov.pt/


(...)

Quando há violência contra idosos, quase sempre o agressor está na família. Em quase 60% dos casos, estima o projecto “Envelhecimento e Violência”. E acrescenta que 13,5% das vítimas recusa identificar o agressor, um número que, acreditam os autores do estudo, pode esconder mais familiares.

(...)


O único estudo feito em Portugal sobre o tema também aponta para valores mais significativos: estima que um em cada dez idosos com mais de 60 anos seja vítima de violência por parte de pessoas conhecidas (12,6%, de acordo com o projecto “Envelhecimento e Violência”, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, publicado em 2014).
De acordo com estes dados, mais de 300 mil idosos foram vítimas de violência no espaço de um ano, entre Outubro de 2011 e Outubro de 2012.

http://rr.sapo.pt/noticia/50949/violencia_contra_idosos_quando_a_solidao_e_nao_poder_dize_la

sábado, 21 de maio de 2016

Vermelho - LXXXIX



Amadeo de Souza-Cardoso

MacCall's

(1918)




http://www.sabado.pt/gps/detalhe/um_grand_palais__demasiado__pequeno_para_amadeo_de_souza_cardoso.html

domingo, 1 de maio de 2016

Vermelho - LXXXVIII

Nenhum dia, nem o que lhes está reservado com nome próprio, é mais Dia da Mulher do que o dia em que coincide o Dia da Mãe com o Dia do Trabalhador. E isso acontece sempre que o primeiro domingo de Maio calha no dia 1. 
(...)
Este dia que já foi da minha mãe e que é agora da minha mulher, que é mãe a 100% e profissional a 100%, é como sempre foi o Dia de todas as mães trabalhadoras. Das poucas que conseguem vencer nos dois lados e da larga maioria a quem não são dadas hipóteses de o fazer. Não deixo de me questionar: por onde andava o mundo sem a energia destas mulheres? Sem a sua humildade, a sua inteligência, a sua perseverança?



Paulo Baldaia




http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/paulo-baldaia/interior/hoje-e-o-dia-da-mae-trabalhadora-5152295.html




domingo, 10 de abril de 2016

Verde - XLVIII


HELP


http://economico.sapo.pt/noticias/escreveram-pedido-de-ajuda-na-areia-e-foram-salvos-de-ilha-deserta_246850.html


quinta-feira, 24 de março de 2016

Preto e Branco - XLIV



Christer Strömholm
Marinheiro com Leite
(1959)

http://www.marvelligallery.com/StromholmCatalogue30.html





(...) "O Fotografiska não é um museu vulgar", avisa a página da casa que acolhe a fotografia com vénia e veludo em Estocolmo. Não é vulgar, nem expectável. Com quem quer que se fale sobre a capital sueca, há um momento em que a conversa é tomada pelo silêncio. Logo se inspira e vem o suspiro: "Ah! O Fotografiska!" Entrar neste lugar de olhos postos no lago é um mergulho no silêncio de dezenas de imagens falantes. Param por aqui grandes nomes da película internacional e da magia sueca, como Christer Strömholm, o artista que não percebia nada de câmaras mas que desenhava com elas as sombras densas do mundo e dos homens. (Quarto apontamento: "No Inverno, Estocolmo é a preto e branco.")
(...)



Rute Barbedo
Público, 19/03/2016




segunda-feira, 21 de março de 2016

Cores


DE PASSAREM AVES (II)


De como e de quando
as aves passaram
tão leves aflando,
as sombras pousando
no ar que cortaram,

falei, mas não sei
que melancolia
sentida no dia
por tarde eu lembrei
na tarde que havia.

As aves passaram
e delas falei.
Do ar que cortaram
as sombras ficaram,
mas onde, não sei.





Jorge de Sena
(18/2/1956)
Fidelidade, 1958 - Poesia II, Edições 70, Lisboa, 1988