quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Azul - MLII




Roxanne Bueso
Palhaço
(2007)


http://www.artmajeur.com/pt

Azul - MLI



Melro-azul 
(Monticola solitarius)


http://www.codigodiamante.com/2013/03/conhecer-o-melro-azul/

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Rimsky-Korsakov



Rimsky-Korsakov
O Voo do Moscardo (Lenda do Czar Saltan)
(1899-1900)

Zubin Mehta (maestro)
Orquestra Filarmónica de Berlim

Amor - L



A revolução, tal como o acto religioso, tem necessidade de amor. A poesia é um veículo interior do amor.


Pierre-Jean Jouve
(in: poesia, liberdade livre
António Ramos Rosa)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Cinzento - IX



Garça-real
Ardea cinerea

Caribaci
(3/12/2014)

Verde - XLIV


Lynx pardinus

http://www.projectolynx.com/en/blog/great-carnivores-world-danger/



Após vários anos de esforços para conservar a espécie, os dois primeiros linces-ibéricos criados em cativeiro a serem reintroduzidos na natureza vão ser libertados na próxima semana no vale no Guadiana, no concelho de Mértola. Esta é a primeira fase de um plano que tem como objectivo libertar oito linces no território nacional. (...)



http://greensavers.sapo.pt/2014/12/10/primeiros-linces-ibericos-criados-em-cativeiro-vao-ser-libertados-em-mertola/

domingo, 7 de dezembro de 2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

1955


  Jorge Henrique Pais da Silva não necessita de apresentação. Muitos são os alunos que recordam saudosamente o mestre que a morte prematuramente roubou ao seu convívio e formação. (...)
   Contudo, por entre estas recordações saudosas ainda é frequente ouvir-se, aqui e ali, o comentário segundo o qual Pais da Silva escreveu pouco ou, quanto muito, publicou pouco. Mais próxima da verdade a segunda asserção (que não é, na ocorrência, sinónima da primeira), ainda assim recobre uma certa injustiça, se atendermos que, ao falecer aos 48 anos, J. H. Pais da Silva deixa publicados mais de vinte ensaios e estudos de arte e cerca de setenta artigos para prestigiosas obras de grande consulta (...). Para os poucos mais de vinte anos de vida científica que mediaram entre a conclusão da sua tese de licenciatura, sobre o barroco da Maia, em 1955, e a morte, em 1977, apenas se poderá dizer que Pais da Silva subalternizou a publicação dos seus escritos, absorvido como viveu pelas funções pedagógicas de formação de sucessivas gerações, a que votou total dedicação e que encarava como parte integrante do seu labor científico.


Fernando António Baptista Pereira
in Estudos sobre o Maneirismo, Jorge Henrique Pais da Silva (Apresentação) 
(1982)

Cores




Caribaci
Olhares I

Flamingo-rosado 
(Phoenicopterus roseus




Caribaci
Olhares II

Flamingo-rosado 
(Phoenicopterus roseus



(Salina da Cobra, Museu do Sal - Figueira da Foz)
29/10/2014


Vermelho - LXXVI



Justin Reznick 


O deserto do Arizona, nos Estados Unidos, esconde muitas das belezas naturais do planeta Terra, mas uma formação arenosa, denominada The Wave (“A Onda”, em português), sobressai em relação às outras.
A formação terá 190 milhões de anos e é feita de dunas que, com o tempo, se transformaram em rocha. A Onda está escondida nos Penhascos Vermillion e apenas pode ser visitada através de uma permissão especial. (...)

http://greensavers.sapo.pt

Verde - XLIII


     O Gatsby acreditara na luz verde, no orgíaco futuro que, ano após ano, foge e recua diante de nós. Se hoje nos iludiu, pouco importa: amanhã correremos mais depressa, alongaremos mais os braços... Até que uma bela manhã...
        Assim vamos teimando, proas contra a corrente, incessantemente cortando as águas, a caminho do passado.


F. Scott Fitzgerald
O Grande Gatsby, Ed. Presença, 1985
(1925)

Preto - XXXIX

Na Horta, no primeiro domingo de Agosto, é a festa dos baleeiros. Alinham os seus barcos pintados de fresco na baía de Porto Pim, o sino toca brevemente um duplo som rouco, chega o padre e dá a bênção aos barcos. Depois organiza-se uma procissão que vai ao promontório que domina a baía, onde fica a Capela de Nossa Senhora da Guia. Atrás do padre vão as mulheres e as crianças, por fim os baleeiros, cada um com um arpão ao ombro. Vão muito circunspectos e vestidos de preto. Entram todos na capela para assistir à missa e deixam os arpões encostados ao muro externo, um a seguir ao outro, como noutras terras se encostam as bicicletas.


Antonio Tabucchi
Mulher de Porto Pim, Difel, s/d
(1983)

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Amor - XLIX



https://www.flickr.com/photos/generatorrr



(...) A comissária Estelle Gaudry, que teve dificuldade em escolher os 113 exemplares que o Museu de Cartas e Manuscritos de Paris mostra até 15 de Fevereiro, deixou-se comover por muitas das cartas. (...)

Entre as mais significativas do conjunto, estão as trocadas entre o escritor Léon Bloy e a sua futura mulher, Jeanne Molbech (é a frase com que começa uma das cartas de Bloy que dá título à exposição), e entre o autor dos Miseráveis, Victor Hugo, e a sua amante, Juliette Drouet. Hugo e Drouet conheceram-se numa noite de teatro, em 1833, e nunca mais se separaram. Foram amantes durante 50 anos e, para se dedicar ao escritor, ciumento, a actriz teve de deixar a sua carreira. Drouet escreveu-lhe mais de 20 mil cartas - pelo menos uma por dia - entre 1833 e 1883, ano em que morreu. (...)


Lucinda Canelas
Jornal Público
(17/10/2014)

Cores


     Recebi o anúncio da manhã, a pouca luz fria que dá um vago azul branco ao horizonte que se revela, como um beijo de gratidão das coisas. Porque essa luz, esse verdadeiro dia, libertava-me, libertava-me não sei de quê, dava-me o braço à velhice incógnita, fazia festas à infância postiça, amparava o repouso mendigo da minha sensibilidade transbordada.
       Ah, que manhã é esta, que me desperta para a estupidez da vida, e para a grande ternura dela!, Quase que choro, vendo esclarear-se dentro de mim, debaixo de mim, a velha rua estreita, e quando os taipais da mercearia da esquina já se revelam castanho sujo na luz que se extravasa um pouco, o meu coração tem um alívio de conto de fadas reais, e começa a conhecer a segurança de se não sentir.


Fernando Pessoa
O Livro do Desassossego, Assírio & Alvim, ed. de Richard Zenith, 1998

Amarelo - LVI

Como todos sabemos, o Sol é uma estrela amarela. Na realidade, emite luz em todas as cores, mas é no comprimento de onda correspondente ao amarelo que é mais brilhante.
Curiosamente, a cor pode dar-nos pistas sobre a temperatura. Assim, o amarelo está relacionado com uma zona, a superfície solar, que se encontra a 5700 graus. A luz ultravioleta que emite tem origem em átomos que estão a mais de seis milhões de graus, e permite observar as fulgurações solares, que alcançam essas temperaturas. (...)

http://www.superinteressante.pt


Image Credit: 
NASA/SDO

http://www.nasa.gov/content/goddard/how-sdo-sees-the-sun/#.VHZKZtKsWSo