quinta-feira, 17 de Julho de 2014

Manuel Filipe



Manuel Filipe
Físico-Químicas
(1969)


http://www.cm-condeixa.pt/ManuelFilipe/galeria.html

Arco-Íris



Toronto
Parada do Orgulho Gay
(2011)


http://g1.globo.com



quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Cores



Graça Bordalo Pinheiro
Exposição Metamorfoses
Biblioteca Municipal de Condeixa - Portugal
(2014)





sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Amor - XLIII


Gisela João
Meu Amigo Está Longe
Alain Oulman (música)
(2013)


Nem um poema, nem um verso, nem um canto, 
Tudo raso de ausência, tudo liso de espanto 
Amiga, noiva, mãe, irmã, amante, 
Meu amigo está longe 
E a distância é tão grande. 

Nem um som, nem um grito, nem um ai 
Tudo calado, todos sem mãe nem pai 
Amiga noiva mãe irmã amante, 
Meu amigo está longe 
E a tristeza é tão grande. 

Ai esta mágoa, ai este pranto, ai esta dor 
Dor do amor sózinho, o amor maior 
Amiga noiva mãe irmã amante, 
Meu amigo está longe 
E a saudade é tão grande.




José Carlos Ary dos Santos


http://www.musica.com

segunda-feira, 7 de Julho de 2014

Vermelho - LXIX

     O "Sapucaia" apitou, recolheu a sua prancha e começou a afastar-se do grande barranco, que três inolvidáveis palmeiras, altas e garbosas, padroavam e se viam de largo, nobres como propileus e representativas como um brasão do seringal.
     Uma única luz ardia em terra: a do farol que iluminava os degraus de acesso à varanda do barracão maioral, esse farol que, durante anos, eu fora encarregado de acender, de apagar e de limpar dos insectos que sobre ele morriam ao longo das noites tropicais.
  "Ainda disse adeus com um lenço, mas ninguém me respondeu" - recorda-me o velho papel onde fixei, a lápis, pouco tempo depois, a emoção dessa segunda aventura, maior e mais incerta ainda do que a primeira, duma existência sonhadora e deserdada.
     A luz do farol ia diminuindo ao longe, pequena, estática, um ponto único e vermelho na noite da floresta - um ponto final na minha vida ali.


Ferreira de Castro
A Selva, Livraria Civilização
(1930)

1955



Cândido Portinari
A Onça
(1955)


http://www.ceferreiradecastro.org/silas/a_onca.htm



domingo, 6 de Julho de 2014

Verde - XLI



Claudio Monteverdi
Zefiro Torna, oh di soavi accenti
(1632)

L'Arpeggiata (dir. Christina Pluhar)
Nuria Rial (soprano)
Philippe Jaroussky (contratenor)
(2009)

Zefiro torna e di soavi accenti
l'aer fa grato e'il pié discioglie a l'onde
e, mormoranda tra le verdi fronde,
fa danzar al bel suon su'l prato i fiori.

Inghirlandato il crin Fillide e Clori
note temprando lor care e gioconde;
e da monti e da valli ime e profond
raddoppian l'armonia gli antri canori.
Sorge più vaga in ciel l'aurora, e'l sole,
sparge più luci d'or; più puro argento
fregia di Teti il bel ceruleo manto.

Sol io, per selve abbandonate e sole,
l'ardor di due begli occhi e'l mio tormento,
come vuol mia ventura, hor piango hor canto.


Ottavio Rinuccini

Azul - MXLI



Caribaci
Azul
(2014)

quinta-feira, 3 de Julho de 2014

Cores


GLÓRIA


Depois do Inverno, morte figurada,
A Primavera, uma assunção de flores.
A vida
Renascida
E celebrada
Num festival de pétalas e cores.


Miguel Torga
Poesia Completa, P. Dom Quixote, 2000

Cores


Eu gosto da presença fantasmática das pessoas. Gosto que os objectos signifiquem profundamente alguém. Os melhores objectos são esses, os que quase presentificam quem os fez ou quem os possuiu.
O lençol da mãe da mãe da minha mãe é um bocado de pessoa que não pôde morrer. Ficou perdurando para me conhecer. Para me cumprimentar e viver comigo, espero que para sempre. Quero transformá-lo numa toalha. Arranjar-lhe uma renda amarela, umas flores amarelas bordadas com flores azuis, e voltar a estender na mesa como se tivesse mudado de sexo ou qualquer coisa tão mudadora assim. Um linho que vive de outro modo. Um linho que era alguém e que passa a ser mais alguém. Um linho que soma. Que me soma.


Valter Hugo Mãe
JL- Jornal de Letras, Artes e Ideias, nº 1141
(25/6/2014)

Branco - MXXXIX


Como os Lobos mudam Rios
(a "cascata trófica" no Parque de Yellowstone)



domingo, 29 de Junho de 2014

Preto e Branco - LXXV



Black Is The Colour (of My True Love's Hair)
Trad./John Jacob Niles
Arr. Luciano Berio
Folk Songs
(1964)

Cathy Berberian

Vermelho - LXVIII

  Sonho com a primeira cereja do Verão. Dou-lha, e ela leva-a à boca, olha-me com olhos cálidos, de pecado, enquanto faz sua a carne. De repente, beija-me e devolve-ma com a língua. E lá vou eu tocado para sempre, com o caroço da cerveja todo o dia a rolar no teclado dos dentes como uma nota musical silvestre. 
 À noite: "Tenho uma coisa para ti, amor."
   Poiso na boca dela o caroço da primeira cereja.
   Mas, na realidade, ela não quer ver-me nem falar-me.



Manuel Rivas
(1995)
Que me Queres, Amor?, Dom Quixote, 1998
(trad.: Pedro Tamen)

terça-feira, 24 de Junho de 2014

Vermelho - LXVII



José Pedro Croft
LandArt Cascais
Quinta do Pisão - Cascais
(2013)





Cores




Corrida das Cores
Cascais
(2014)



http://boasnoticias.pt/noticias_The-Color-Run-volta-a-colorir-Portugal-de-norte-a-sul_18463.html