"Cresce atrás das coisas como incêndio de verdade". (Rilke - trad. MariaT.Furtado)
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Cores
Peri's Scope
Álbum Further Explorations
Chick Corea, piano
Eddie Gomez, contrabaixo
Paul Motian, bateria
(2010)
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Paul Motion
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Arco-Íris
Ricardo Kalash, também encenador, actor e responsável pela dinamização do grupo, vai por certo prosseguir a sua saga de mobilizar o público, sempre com projectos arrojados, com generosa fantasia, ela própria animada por todas as cores do arco-íris.
Ana Alcoforado
(do Prefácio)
Ricardo Kalash
A Saga do Arco-Íris
domingo, 27 de maio de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Mulheres - V
Leonardo Da Vinci
La Gioconda
(1503-1507)
Andrea Salai?
(estúdio de Leonardo)
Réplica de La Gioconda
(c. 1503-1516)
domingo, 13 de maio de 2012
Mulheres - III
Milton Nascimento & Pat Metheny
(1991)
Maria, Maria
(Milton Nascimento - Fernando Brant, 1986)
Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver e amar
Como outra qualquer do planeta
Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonhos sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida.
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Vida
sábado, 12 de maio de 2012
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Amor - XI
Chico Buarque e Milton Nascimento
O Que Será (A Flor da Terra)
(1976)
O que será que será
Que andam suspirando
Pelas alcovas?
Que andam sussurrando
Em versos e trovas?
Que andam combinando
No breu das tocas?
Que anda nas cabeças,
Anda nas bocas?
Que andam acendendo
Velas nos becos?
Estão falando alto
Pelos botecos
E gritam nos mercados
Que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza
Nem nunca terá!
O que não tem conserto
Nem nunca terá!
O que não tem tamanho...
Que andam suspirando
Pelas alcovas?
Que andam sussurrando
Em versos e trovas?
Que andam combinando
No breu das tocas?
Que anda nas cabeças,
Anda nas bocas?
Que andam acendendo
Velas nos becos?
Estão falando alto
Pelos botecos
E gritam nos mercados
Que com certeza
Está na natureza
Será, que será?
O que não tem certeza
Nem nunca terá!
O que não tem conserto
Nem nunca terá!
O que não tem tamanho...
O que será que Será?
Que vive nas idéias
Desses amantes
Que cantam os poetas
Mais delirantes
Que juram os profetas
Embriagados
Está na romaria
Dos mutilados
Está nas fantasias
Dos infelizes
Está no dia a dia
Das meretrizes
No plano dos bandidos
Dos desvalidos
Em todos os sentidos
Será? Que será?
O que não tem decência
Nem nunca terá!
O que não tem censura
Nem nunca terá!
O que não faz sentido...
Que vive nas idéias
Desses amantes
Que cantam os poetas
Mais delirantes
Que juram os profetas
Embriagados
Está na romaria
Dos mutilados
Está nas fantasias
Dos infelizes
Está no dia a dia
Das meretrizes
No plano dos bandidos
Dos desvalidos
Em todos os sentidos
Será? Que será?
O que não tem decência
Nem nunca terá!
O que não tem censura
Nem nunca terá!
O que não faz sentido...
O que será? Que será?
Que todos os avisos
Não vão evitar
Porque todos os risos
Vão desafiar
Porque todos os sinos
Irão repicar
Porque todos os hinos
Irão consagrar
E todos os meninos
Vão desembestar
E todos os destinos
Irão se encontrar
E mesmo padre eterno
Que nunca foi lá
Olhando aquele inferno
Vai abençoar!
O que não tem governo
Nem nunca terá!
O que não tem vergonha
Nem nunca terá!
O que não tem juízo...
Que todos os avisos
Não vão evitar
Porque todos os risos
Vão desafiar
Porque todos os sinos
Irão repicar
Porque todos os hinos
Irão consagrar
E todos os meninos
Vão desembestar
E todos os destinos
Irão se encontrar
E mesmo padre eterno
Que nunca foi lá
Olhando aquele inferno
Vai abençoar!
O que não tem governo
Nem nunca terá!
O que não tem vergonha
Nem nunca terá!
O que não tem juízo...
Chico Buarque
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Poesia
quinta-feira, 10 de maio de 2012
`Branco - LXXII
O tempo não satura nunca, mas decorre, lento ou rápido e a sua duração é sempre a mesma; somos nós que lhe damos corda.
Rúben Pàmies
Revista ATempo, Novembro/2002
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