sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Beethoven



Ludwig van Beethoven
Concerto para Violino e Orquestra, Op. 61
(1806)

Itzhak Perlman (violino)
Daniel Barenboim (maestro)
Orquestra Filarmónica de Berlim
(1992)

Preto - XXII



Paul McCartney
(2012)
Bye Bye Black Bird 
(1927)

Amarelo - XXV

POLAROIDS & FOTOCÓPIAS


Da realidade tens fotografias e mesmo
as que não são polaroids não resistirão
séculos, os textos com que fazes prova
ficam amarelos e desfazem-se ou são
fotocópias e esbatem-se, nada ficará,
fetichista da imortalidade, só o cuidado
inútil com que guardas tudo em pastas.

Pedro Mexia
Em Memória
(2000)

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Azul - LXXIV



Caribaci
Alicante Bouschet
Casa de Santar
(2012)


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Vermelho - XL


Estrela R Sculptoris
Telescópio Alma
(2012)

Durante a fase de gigantes vermelhas, as estrelas sofrem periodicamente pulsações térmicas. Este fenómeno corresponde a períodos de curta duração, em que se verificam explosões de combustão de hélio na concha que envolve o núcleo estelar.
Uma pulsação térmica faz com que a matéria seja expelida para fora da estrela a uma taxa muito elevada, o que origina a formação de uma grande concha de poeira e gás em torno da estrela.





domingo, 7 de outubro de 2012

Azul - LXXIII


Carl Sagan
Pálido Ponto Azul
(1994)


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Cores

     - Que poderes achas que estás a perder, Mãe? - pergunta o filho, hesitante.
    - Estou a perder - diz ela divertida - o poder do desejo. - Perdida por cem, perdida por mil.
   - Eu não diria que o desejo tem poder - responde John determinado, pegando na deixa. - Intensidade talvez. Voltagem. Mas não poder, potência. O desejo pode levar-nos a querer subir uma montanha, mas não nos leva ao cume.
      - Que é que te levaria ao cume?
  - Energia. Combustível. O que tivermos armazenado previamente.
  - Energia. Queres saber qual é a minha teoria da energia, a energética de uma pessoa de idade? Não te aflijas, não tem nada de íntimo que possa deixar-te pouco à vontade, e também não tem nada de metafísico, nem uma gota. O mais materialista possível. É assim. À medida que envelhecemos, todas as partes do nosso corpo se deterioram ou sofrem de entropia, até as próprias células. É isso que significa envelhecer, de um ponto de vista material. Mesmo nos casos em que ainda estão saudáveis, as células velhas são tocadas pelas cores do Outono (uma metáfora, concordo, mas uma pitada de metáfora aqui e ali não quer dizer metafísica). Isto é o que acontece também a muitas, muitas células do cérebro. Assim como a Primavera é a estação que anseia pelo Verão, o Outono é a estação que olha para trás. Os desejos concebidos pelas células outonais do cérebro são desejos outonais, nostálgicos, com raiz na memória. Não têm já o calor do Verão; a intensidade que têm é polivalente, complexa, mais voltada para o passado do que para o futuro. Aqui tens, no fundamental, a minha contribuição para a ciência do cérebro. Que te parece?

John Maxwell Coetzee
À medida que uma mulher envelhece 
(2004)
(in: Ficções-Revista de Contos, nº 14)

    

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Vermelho - XXXVII


Câmara do Rôbo Curiosity
Marte
(2012)


Vermelho - XXXVI


Marte
Sonda-robô Curiosity
(2012)


Branco - LXXXVIII


     Foram detetados os primeiros detritos de plástico no Oceano Antártico. Esta descoberta foi realizada durante uma expedição do navio de investigação francês Tara, ao longo de 70 mil milhas nos oceanos Atlântico, Pacífico, Antártico e Índico que durou dois anos e meio. Esta expedição tinha como objetivo estudar a biodiversidade e os ecossistemas marinhos no âmbito das alterações climáticas.
   “Sempre assumimos que este era um ambiente prístino, muito pouco tocado pelos seres humanos”, referiu Bowler Chris, coordenador científico do Tara Oceans. “O facto de termos encontrado estes plásticos é um sinal de que o alcance dos seres humanos é verdadeiramente planetário.”