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terça-feira, 17 de outubro de 2023

Branco - CV

 


com os dentes dos sais 

à mostra o mar d'hoje -

que não parece rir




Caribaci

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Cores



     "Gosto de te ter por perto, assim com estás agora, ao alcance de te querer. Se eu quisesse juntava-me a ti e seria mar também. Mas não quero, ainda não. Tenho os meus deuses para inventar e acredito ainda em cores que não são tuas. Um dia, um dia é o tempo de tudo o que haveríamos de ter sido, e eu ainda tenho dias para mundos maiores do que tu. Se eu quisesse, tu eras um segundo pequeno de uma vida por fazer, sabes que o posso querer?
     Agora durmo, agora és noite e tens a cor de tudo o resto (o mar não dorme, pois não?). Não sonhas, mas és sonhado e não há nada que possas fazer.
     O tempo das ondas parece-nos curto porque as vidas pequenas que vivemos nos deixam ainda ver tantas. Para o vento as ondas são montanhas azuis. Homens que viajam são o vento de quem espera e de quem fica. Tempo que vai e volta e se esquece no passar. Os homens eternos chamam deuses aos ventos e riem sozinhos ao acordar."
 
 
 
 
 
Nuno Camarneiro
 
NO MEU PEITO NÃO CABEM PÁSSAROS, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2011.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Azul - CLXXX



Canal de Corinto



http://www.fotocommunity.es/photo/corinto-canal-cence/22464778#


domingo, 10 de abril de 2016

Verde - XLVIII


HELP


http://economico.sapo.pt/noticias/escreveram-pedido-de-ajuda-na-areia-e-foram-salvos-de-ilha-deserta_246850.html


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Branco - MLXVIII



Akhter Husain
The Wild Ocean



http://www.photocircle.org/contests/10/

terça-feira, 7 de julho de 2015

Azul - MLXVIII



Sardinha
(Sardina pilchardus)


http://www.ipma.pt/pt/pescas/recursos/sardinha/index.jsp

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Espera - I


ESPERA


Mergulha
no espírito
do mar
por saber
que encontrar.


A.Oliveira
Lugares de Rio

terça-feira, 28 de abril de 2015

Azul - MLVI


(...) De madrugada deixei Cárpatos e não olhei para trás. A meu lado uma menina italiana desenhava peixes e ovelhas e barcos. Perguntei-lhe o que mais gostara da ilha e ela disse-me que tinham sido os bigodes dos gatos e uma velha muito pequenina. Perguntei-lhe como se chamava e ela disse-me que era Sara, e às vezes Giulia, ou Cristina, ou Silvia, ou Martina, ou Anna.
Não olhei para trás e tentei adormecer. Não há caminhos para fora de uma ilha, só voltas ao mesmo, ideias circulares rodeadas de azul. Todos os homens deveriam ter uma no meio do mar, onde deixassem os amores que sobram e dias que já não podem ser vividos.
Afinal, que há-de a gente fazer?



Nuno Camarneiro
Expresso, 19/o1/2o13

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Azul - ML




Um robô subaquático que explorava as profundezas do oceano filmou pela primeira uma das criaturas marinhas mais estranhas e com ar ameaçador - um diabo-marinho. (...)




http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2014-11-25-Diabo-marinho-das-profundezas-do-oceano-filmado-pela-primeira-vez

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Cores




As Ilhas Desconhecidas são notas tiradas na viagem aos Açores e à Madeira, de 8 de Junho a 29 de Agosto de 1924, com a habitual espontaneidade do escritor que regista as suas primeiras impressões. Pode dizer-se sem exagero que este livro potencia e afina as qualidades de Brandão paisagista, porque, se n' Os Pescadores são notáveis e sui generis as notas sobre a luz e os seus infinitos cambiantes, a linguagem e a adjectivação da cor neste livro atingem uma originalidade definitivamente marcante. O Brandão d'Os Pescadores é o Brandão da luz; o Brandão d'As Ilhas Desconhecidas é o da cor. Se naquela obra os termos referentes à luz (e seus cambiantes) são mais frequentes, nesta, os termos respeitantes à cor (e seus cambiantes) são muito mais frequentes. O seu livro é, pois, um poema à luz e principalmente às cores insulares. 


http://www.culturacores.azores.gov.pt

Cores


http://thecalibraria.blogspot.pt


Raul Brandão visitou os Açores no verão de 1924, no âmbito das visitas dos intelectuais então organizadas sob a égide dos autonomistas. Dessa viagem resultou a publicação da obras As ilhas desconhecidas - Notas e paisagens (Lisboa, 1926), uma das obras que mais influíram na formação da imagem interna e externa dos Açores. Basta dizer que é em As ilhas desconhecidas que se inspira o conhecido código de cores das ilhas açorianas: Terceira, ilha lilás; Pico, ilha negra; S. Miguel, ilha verde...



http://pt.wikipedia.org

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Vermelho - LXXI

"Isto é coral vermelho!" A segurar uma pequena amostra do que foi recolhido no fundo do mar, é assim que Joana nos apresenta aquele bem precioso, a rama que os pescadores algarvios costumam trazer agarrada às redes, sem saberem que há quem pague milhares para ter uma joia daquela cor. "Aqui só soubemos da sua existência depois de anunciarem a detenção de uma rede ilegal", conta a bióloga, a lembrar a notícia de há dois anos, segundo a qual a polícia marítima apanhou três portugueses e três espanhóis com 32 quilos do precioso coral que, no mercado paralelo, pode render mil euros por quilo. (...)

É esta equipa que lança o Projeto Baseline , em 2009, uma iniciativa a decorrer em 23 países, com o objetivo de mapear e documentar recifes profundos e as formas de vida que abrigam. Este ano, saíram dos EUA no início de junho e, depois de um primeiro mergulho nos mares das Bahamas, seguiram para os Açores e, depois, para o Algarve, sempre em parceria com equipas de cientistas locais. (...)


 http://visao.sapo.pt/em-busca-do-coral-vermelho=f791208#ixzz392zVETIs





http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=40978&op=all


terça-feira, 17 de junho de 2014

Azul - MXXXIX



John Wilson Carmichael
(1799-1868)
Baía de Rethymnon (Creta)


www.christies.com





quarta-feira, 11 de junho de 2014

Azul - MXXXVII



Peter - Café Sport
Horta - Faial - Açores - Portugal

http://veleiro.net/Beethoven/travessiadoatlantico.htm




Café Sport símbolo del andar de los hombres libres por un mundo hermoso y extenso, sin fronteras de razas ni de costumbres.

Jacinto Viladomier, "Azul Profundo"
(1990)



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Azul - MXXXVI


Nasci perto


Nasci perto de um
maroiço com um pinheiro
e o marulho
foi o meu companheiro

Por mares e anos
vi muita chuva a chover
e caravelas ao relento
impressionadas com as baleias
e fui sentindo
um ar virgem a sulcar as veias
quando os caniços
eram emprestados
e ninguém sabia pescar

Nasci no maroiço
vivo no mar
e alimento-me com o som
que os olhos apalpam



Manuel Tomás
maroiço, Companhia das Ilhas, Lajes do Pico, 2013

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Azul - MXXIX



Maldivas
Ithaa Undersea Restaurant



http://www.sayido.com.br/archives/12557

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Azul - MXIX





(...) «Touché», a maior das duas tartarugas marinhas da espécie Caretta caretta, tem mais de 40 anos e foi capturada acidentalmente por artes de pesca, perto da Figueira da Foz.(...)





terça-feira, 9 de julho de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Azul - MXII


Inaugura dia 1 julho, no rés-do-chão do edifício do Núcleo Museológico do Mar, o Pólo de Buarcos da Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás. 

Dotado de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida, este pólo da Biblioteca Municipal, especializado na temática do mar, reúne e disponibiliza para consulta o espólio bibliográfico doado pelo Dr. António Ribeiro Azul. (...)







terça-feira, 25 de junho de 2013

Branco - LXV

Descoberta garrafa com a mensagem mais antiga do mundo


Reino Unido
(1914-2012)

(...) A mensagem foi lançada em junho de 1914 e fazia parte de um estudo científico para estudar as correntes marítimas à volta da Escócia. Das mais de 1800 garrafas lançadas ao mar na altura, apenas 315 foram encontradas. (...)