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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Amor - XLIX



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(...) A comissária Estelle Gaudry, que teve dificuldade em escolher os 113 exemplares que o Museu de Cartas e Manuscritos de Paris mostra até 15 de Fevereiro, deixou-se comover por muitas das cartas. (...)

Entre as mais significativas do conjunto, estão as trocadas entre o escritor Léon Bloy e a sua futura mulher, Jeanne Molbech (é a frase com que começa uma das cartas de Bloy que dá título à exposição), e entre o autor dos Miseráveis, Victor Hugo, e a sua amante, Juliette Drouet. Hugo e Drouet conheceram-se numa noite de teatro, em 1833, e nunca mais se separaram. Foram amantes durante 50 anos e, para se dedicar ao escritor, ciumento, a actriz teve de deixar a sua carreira. Drouet escreveu-lhe mais de 20 mil cartas - pelo menos uma por dia - entre 1833 e 1883, ano em que morreu. (...)


Lucinda Canelas
Jornal Público
(17/10/2014)

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Cartas a Lucílio

"Procede deste modo, caro Lucílio: reclama o direito de dispores de ti, concentra e aproveita todo o tempo que até agora te era roubado, te era subtraído, que te fugia das mãos. Convence-te de que as coisas são tal como as descrevo: uma parte do tempo é-nos tomada, outra parte vai-se sem darmos por isso, outra deixamo-la escapar. Mas o pior de tudo é o tempo desperdiçado por negligência. Se bem reparares, durante grande parte da vida agimos mal, durante a maior parte não agimos nada, durante toda a vida agimos inutilmente".

Lúcio Aneu Séneca (Córdova 4 a.c. - Roma 65 d.c.)
Cartas a Lucílio - Livro I, Carta 1