Mostrar mensagens com a etiqueta Lídia Jorge. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lídia Jorge. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Branco - LXXV

É como dar a papa mastigada ao bebé. As pessoas encontram na literatura light não a inquietação, mas a segurança e podem dormir descansadas. Também por isso, a literatura light se mistura com a própria vida das suas figuras. Essa mistura é seguradora e os leitores acabam por viver em diferido não só a história dos livros, mas também dos seus autores. Se alguma deontologia preside à escrita é exactamente essa, não ceder a essa coisa acarinhante do final feliz. Os escritores devem ser filhos e pais do seu tempo.

Lídia Jorge
JL, 16/10/2002

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Vermelho - XXVII

Refiro-me antes a uma palavra que esclarece. Penso que em certos momentos da Literatura, houve escritores que disseram a palavra útil. Não estou a pensar na palavra transcendente que toque o inefável. Mas qualquer escritor gostaria de encontrar uma vez a palavra-chama que fizesse a ligação entre o céu e a terra.

Lídia Jorge
JL, 16/10/2002