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domingo, 2 de agosto de 2015

Vermelho - LXXXIII



António Charrua
Voo Nocturno
(Tapeçaria de Portalegre)



http://www.mtportalegre.pt/pt/artists/view/24/1


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Arco-Íris


Sean Scully
Wall of Light Cubed
(2007)




http://enquetedimages.blogspot.pt/2012_09_01_archive.html

http://www.leslieparke.com/2011/03/on-the-nature-of-abstraction-sean-scully/

http://alexandrepomar.typepad.com/alexandre_pomar/2007/07/sean-scully-em-.html

Preto e Branco - LXIV


Sean Scully
Wall of Light
(2003)

http://keatingconstruction.ie/sean_scully_wall__flag_poles_ul.html

http://alexandrepomar.typepad.com/alexandre_pomar/2007/07/sean-scully-em-.html

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Verde - XXXIII



Abetardas, Sisões e Peneireiros
Castro Verde - Alentejo

LPN - Liga para a Protecção da Natureza
(Video realizado no âmbito do projecto RURAL VALUE financiado pelo EEAGRANTS)

domingo, 7 de julho de 2013

Verde - XXIX


Celina da Piedade
Calimero e a Pera Verde
(Pascale Rubens - Calimero - e tradicional)
(2012)



domingo, 9 de junho de 2013

Azul - MIX



O Alentejo é outra forma de mar.

Manuel Alegre
(Jornal Público, 9/08/2003)

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Amarelo - XXXII

  O senhor Ventura riu-se. O velho Vitorino! Alto, esgrouviado, chapéu à marialva, calças de boca de sino, jaleca, faixa preta, desde que o mundo era mundo que corria de lés a lés aquele santo Alentejo a falar em verso e a viver dos repentes. Muito mais idoso do que ele, senhor Ventura, já no tempo de rapaz o conhecia, vestido sempre a rigor, e criado pela graça da vida. Numa terra onde, chegada a hora, toda a gente moirejava de sol a sol, pois não havia lugar para preguiça nem costas altas, cabia a figura esguia do trovador, a dizer versos e incapaz de deitar mão a uma palha.
  -Ajuda aqui, ó Vitorino - pedia-lhe um ou outro, para o ouvir.

                                              Um poeta não trabalha
                                              Que lho proíbe o destino.
                                               Isto é tudo uma canalha 
                                                           E o mundo é um desatino.  

   Era a resposta.
   -Então para onde é a ida? - perguntou o senhor Ventura, já acalmado por aquela presença, que a toda a parte levava uma espécie de paz do nada, uma deseroização do suor, da ambição, do amor e de todas as desgraças que tinham afligido o seu coração.

                                                 Eu vou-me por aí além
                                                              Com a ajuda dos meus pés. 
                                                               Não digo adeus a ninguém 
                                                                Porque cá volto outra vez.

    E partiu, de facto. Na vastidão da planície, o seu vulto magro foi diminuindo, diminuindo, até ser apenas um ponto negro que se demorou largo tempo nos olhos apaziguados do senhor Ventura. Depois, subitamente, desapareceu.


Miguel Torga
O Senhor Ventura
(1943)
    

sábado, 17 de novembro de 2012

Vermelho - XLV



António Zambujo
Rancho de Cantadores de Aldeia Nova de São Bento
Fui Colher uma Romã (trad.)
(2011)

quinta-feira, 17 de novembro de 2011