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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Cores




POEMA PARA LAURENCE CALEGHARI




Com extrema aplicação,
como quem escreve um poema,
compõe o pintor a sua paleta.

Primeiro os brancos, com que inventa os navios. Logo
os amarelos, imenso campo de trigo.

Com os vermelhos,
hasteia uma bandeira. Enquanto
os azuis cumprem o destino do vento.

Com o verde
preenche a alegria das folhas.
E os castanhos são
a pele húmida dos montes.

Finalmente o preto.
Com ele escreverá
apenas a palavra liberdade.

                                                                                                                   Paris, 1979


Emanuel Félix
A Viagem Possível-Poesia (1965/1992), Vega, s/d

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Azul - MXXXVII



Peter - Café Sport
Horta - Faial - Açores - Portugal

http://veleiro.net/Beethoven/travessiadoatlantico.htm




Café Sport símbolo del andar de los hombres libres por un mundo hermoso y extenso, sin fronteras de razas ni de costumbres.

Jacinto Viladomier, "Azul Profundo"
(1990)



quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Branco - LV

"O que temos é um livro em branco que se vai construindo à medida que vamos libertando as palavras. A nossa ideia é criar uma base de dados, um dicionário com formato clássico online”, explica Pedro Patrício, acrescentando que todo o trabalho vai ser impresso em papel.
"No dia 3 de Maio o site vai dar origem a um dicionário real. Vão ser impressos 11 dicionários com as palavras que tenham sido libertadas (...), que vão ser enviados para bibliotecas onde as revoluções ainda estão a decorrer: Argélia, Bahrein, Egipto, Arábia Saudita, Iémen, Marrocos...".

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cores


Liberdade





A que sabe
a liberdade?


A frutos
silvestres
a despontarem 
por aqui
e ali!





A.Oliveira, Lugares de dia