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sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Vermelho - XCV

 


Não sofra mais

Ragnar Kjartansson

2023


(Caribaci)


God

Ragnar Kjartansson

2013


(Caribaci)



Convento de Santa Clara

Coimbra

Exposição "Não sofra mais"

Ragnar Kjartansson

Abril-Julho/2023

Anozero - Bienal de Coimbra

Vermelho - XCIV

 



Galo de Barcelos

Monumento de 2008


https://www.cm-barcelos.pt/items/galo-de-barcelos/




domingo, 7 de janeiro de 2018

Vermelho - XCIII



Caribaci


Figueira da Foz
(01/1986)

terça-feira, 9 de maio de 2017

Vermelho - XCII



Num dia como qualquer outro
o espaço abriu-se enfim
em duas partes iguais
enquanto entre as pedras
pontualmente
nasciam entre ervas selvagens.

Então as coisas
apressaram-se a aprender a ler
a escrever e a contar.

Um carro vermelho desceu a falésia
como um cão com sede
e o sol veio pousar na minha mão.

Um cataclismo ainda criança
sem palavras
destruiu toda uma cidade.

Lá longe
abriram-se janelas
na superfície do mar.



Áfricas 67




Artur do Cruzeiro Seixas
Obra Poética - I, Edições Quasi-Fundação Cupertino de Miranda, 2002

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Vermelho - XCII


Lua-Cheia


FEBRE VERMELHA



Rosas de vinho! abri o cálice avinhado,
Para que em vosso seio o lábio meu se atole:
Beber até cair, bêbado, para o lado,
Quero beber, beber até ao último gole!


Rosas de sangue! abri o vosso peito, abri-o!
Montanhas alagai! deixai-as transbordar!
Às ondas como o Oceano, ou antes como um rio
Levando na corrente Ofélias de luar…

(…)

Amo o Vermelho. Amo-te, ó hóstia do sol-posto!
Fascina-me o escarlate, os meus tédios estanca:
E apesar disso, ó cruel histeria do Gosto,
Miss Charlotte, a flor que eu amo, é branca…

         Leça, 1886





António Nobre
Só (1892), Livraria Tavares Martins, 14ª ed., 1968



quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Vermelho - XC

(...)

No milénio que vem vai ser um fardo
conseguir encontrar a minha campa,
mas estarei pertinho de Appleyard,
das latas d'HARP, ou doutra nova tampa.

Procurai Byron, Wordsworth, ou virai
à esquerda entre Richardson e Broadbent.
Trazei uma solução e esfregai
qualquer novo palavrão aí presente.

Se amor à arte, ou amor, enxovalho
causar algum grafito a quem o lê,
apagai talvez FODA-SE e CARALHO
mas deixai, c'UNITED, um pequeno v.

Vitória? P'las forças lentas que a seu turno
escavam p'la alma os veios do corpo.
Sairá a Terra do "orbe diurno"
antes de o carvão se criar de novo?

Escolhei um dia como o que eu escolhi
em Maio, quando macieira e espinheiro
agarram a flor e não dão de si,
mesmo que os putos chutem o dia inteiro.

Se, chegado aqui, quem os tenha lido
quer entender os versos que deixei,
defronte à campa, de costas pra Leeds,
leia o epitáfio que eu planeei:

Aqui jaz o poeta, em baixo um poço.
Adepto/a da poesia, se aqui estás
pra ver poemas nascer da MERDA (foge!):
procura a carne, a cerveja, o pão, e olha pra trás.



Tony Harrison
V.,1985 - Antígona, 1999 - Tradução de Manuel Portela

sábado, 21 de maio de 2016

Vermelho - LXXXIX



Amadeo de Souza-Cardoso

MacCall's

(1918)




http://www.sabado.pt/gps/detalhe/um_grand_palais__demasiado__pequeno_para_amadeo_de_souza_cardoso.html

domingo, 1 de maio de 2016

Vermelho - LXXXVIII

Nenhum dia, nem o que lhes está reservado com nome próprio, é mais Dia da Mulher do que o dia em que coincide o Dia da Mãe com o Dia do Trabalhador. E isso acontece sempre que o primeiro domingo de Maio calha no dia 1. 
(...)
Este dia que já foi da minha mãe e que é agora da minha mulher, que é mãe a 100% e profissional a 100%, é como sempre foi o Dia de todas as mães trabalhadoras. Das poucas que conseguem vencer nos dois lados e da larga maioria a quem não são dadas hipóteses de o fazer. Não deixo de me questionar: por onde andava o mundo sem a energia destas mulheres? Sem a sua humildade, a sua inteligência, a sua perseverança?



Paulo Baldaia




http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/paulo-baldaia/interior/hoje-e-o-dia-da-mae-trabalhadora-5152295.html




terça-feira, 8 de março de 2016

Vermelho - LXXXVII


CONTRAPONTO



Vestido negro,
cinto vermelho.
Luto precoce
da tua carne.

Nele se enlaça
o meu desejo.
Vestido negro?
Cinto vermelho!





David Mourão-Ferreira
A Secreta Viagem (1948-1950), in Obra Poética - 1948-1988Ed. Presença, Lisboa, 1988

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Cores




Para meu pai, Henri Pastoureau, que sempre gostou do vermelho.



Michel Pastoureau
Dicionário das Cores do Nosso Tempo, Ed. Estampa, 1997

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Vermelho - LXXXVI





Maria da Vila Matilde
(Douglas Germano: letra; 
Kiko, Rodrigo, Cabral, Roseno e Kastrup: música)

Elza Soares
(2015)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Vermelho - LXXXV



Peter Lippmann

(Comporta - Portugal)




http://www.osexoeaidade.com/2013/02/louboutin-pesca-na-comporta.html




quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Vermelho - LXXXIV



Luis Pastor e Lourdes Guerra
Aproximação
(Luis Pastor-música)
(2006)




Aproximação



Vem mansamente, aérea como asa 
Ou aroma entornado de luar, 
Na quentura vermelha duma brasa, 
Entre a cinza macia do olhar.


Vem num bailado alado e serpentino, 
Salpicado de estrelas e miragens, 
Na força preguiçosa do felino, 
No sussurro do vento nas folhagens. 

Vem, secreto bruxedo doutro mundo, 
Donde trouxeste o espelho em que me vejo, 
Mergulhemos os dois até ao fundo, 
Estilhaçado o silêncio pelo desejo



José Saramago

Poemas Possíveis, Portugália Ed., Lisboa
(1966)


domingo, 30 de agosto de 2015

Vermelho - LXXXIII



12.


Sorrir às romãs crepusculares, pequenas luzes eternas,
iluminação das águas breves,
memória e transportá-la à boca de uma outra frescura,
- estrelas súbitas,
vermelho, antiga
longa madrugada anoitecida



António Pedro Pita
Melancolia Dupla, Pé de Página Editores, 2007

domingo, 2 de agosto de 2015

Vermelho - LXXXIII



António Charrua
Voo Nocturno
(Tapeçaria de Portalegre)



http://www.mtportalegre.pt/pt/artists/view/24/1


sábado, 1 de agosto de 2015

Cores



Cristina Mateus

(Galeria Fernando Santos - Porto)


(...) 

Estes Cartões constituem um exercício estranhamente convencional.   Uma parábola do dever e respectivo cumprimento. A busca como fim, não o resultado como epílogo tranquilizador. Como se encontra a cor certa? Aquele vermelho é o meu vermelho, é o vermelho que me define hoje ou é o vermelho que nos (as) define na sua banalização absoluta? 

(...)

Miguel von Hafe Pérez




http://www.galeriafernandosantos.com/ex_detail.php?id=134


terça-feira, 14 de julho de 2015

Vermelho - LXXXII



Caribaci
Pernalonga I
 (Himantopus himantopus)


https://pt.wikipedia.org/wiki/Pernilongo_(ave)


domingo, 19 de abril de 2015

Vermelho - LXXXI



Léo Ferré
Thank you Satan
(1961)
DVD: "Léo Ferré au Théâtre des Champs-Élysées" 
(1984)

quarta-feira, 11 de março de 2015

Vermelho - LXXX


Papoilas na Torre de Londres
(instalação progressiva)
Paul Cummins 
(2014)



http://www.mirror.co.uk/news/uk-news/tower-london-transformed-red-sea-3988934

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Vermelho - LXXIX



Ninfa
Pyrrhosoma nymphula


www.sylvestris.org