Mostrar mensagens com a etiqueta Tempos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tempos. Mostrar todas as mensagens

sábado, 27 de agosto de 2016

Preto e Branco - XLV



Lou Reed
There is no Time
(1989)

This is no time for Celebration
this is no time for Shaking Heads
This is no time for Backslapping
this is no time for Marching Bands

This is no time for Optimism
this is no time for Endless Thought
This is no time for my country Right or Wrong
remember what that brought

There is no time
there is no time
There is no time
there is no time

This is no time for Congratulations
this is no time to Turn Your Back
This is no time for Circumlocution
this is no time for Learned Speech

This is no time to Count Your Blessings
this is no time for Private Gain
This is no time to Put Up or Shut Up
it won't no time to come back this way again

There is no time
there is no time
There is no time
there is no time

This is no time to Swallow Anger
this is no time to Ignore Hate
This is no time to be Acting Frivolous
because the time is getting late

This is no time for Private Vendettas
this is no time to not know who you are
Self knowledge is a dangerous thing
the freedom of who you are

This is no time to Ignore Warnings
this is no time to Clear the Plate
Let's not be sorry after the fact
and let the past become out fate

There is no time
there is no time
There is no time
there is no time

This is no time to turn away and drink
or smoke some vials of crack
This is a time to gather force
and take dead aim and Attack

This is no time for Celebration
this is no time for Saluting Flags
This is no time for Inner Searchings
the future is at head

This is no time for Phony Rhetoric
this is no time for Political Speech
This is a time for Action
because the future's Within Reach

This is the time
this is the time
This is the time
because there is no time

There is no time
there is no time
There is no time
there is no time

Lou Reed


segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Fernando Pessoa


(...) De facto, a ruptura com os monoteísmos ontológicos é uma característica da cultura do século XX, que começa com Einstein através da ruptura do espaço e do tempo objectivos, depois com Picasso que traz a ruptura da imagem objectiva da realidade, e por fim em Pessoa com a ruptura da imagem objectiva do eu. Por isso, Pessoa, mais do que um escritor português, é uma proposta nova para um mundo novo. (...)


Basilio Losada
Jornal das Letras, 13/6/2001

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Verde - XLIII


     O Gatsby acreditara na luz verde, no orgíaco futuro que, ano após ano, foge e recua diante de nós. Se hoje nos iludiu, pouco importa: amanhã correremos mais depressa, alongaremos mais os braços... Até que uma bela manhã...
        Assim vamos teimando, proas contra a corrente, incessantemente cortando as águas, a caminho do passado.


F. Scott Fitzgerald
O Grande Gatsby, Ed. Presença, 1985
(1925)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Amor - XXXIV


Mandei fazer um relógio
das patas de um caranguejo
para contar os minutos
das horas que te não vejo.


Popular

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Arco-Íris



Clara Andermatt e Marco Martins (dir.)
Gonçalo M. Tavares (textos)
Durações de Um Minuto
(2010)

domingo, 10 de novembro de 2013

Juan Ruiz




Paco Ibañez/Juan Ruiz (Arcipreste de Hita - c. 1284-c.1351)
Lo Que Puede El Dinero
(1969)


Hace mucho el dinero, mucho se le ha de amar
al torpe hace discreto y hombre de respetar
hace correr al cojo y al mudo le hace hablar
Quien no tiene dinero no es de sí señor

También al hombre necio y rudo labrador
dineros le convierten en hidalgo doctor
cuanto más rico es uno más grande es su valor
Quien no tiene dinero no es de si señor

Y si tienes dinero tendrás consolación
placeres y alegrías y del Papa ración
comprarás paraíso, ganarás la salvación
Donde hay mucho dinero hay mucha bendición

Él crea los priores, los obispos, los abades
arzobispos, doctores, patriarcas, potestades
a los clérigos necios da muchas dignidades
De verdad hace mentiras, de mentiras hace verdades

Él hace muchos clérigos y muchos ordenados
muchos monjes y monjas, religiosos sagrados
el dinero les da por bien examinados
a los pobres les dice que no son ilustrados

Yo he visto a muchos curas en sus predicaciones
despreciar al dinero, también sus tentaciones
pero al fin por dinero otorgan los perdones
absuelven los ayunos y ofrecen oraciones

Dicen frailes y clérigos que aman a Dios servir
mas si huelen que el rico está para morir
y oyen que su dinero empieza a retiñir
por quien a de cogerlo empiezan a reír.



Juan Ruiz, Libro de Buen Amor
(1330-1343)

sábado, 8 de junho de 2013

Tempo - II



Sebastião Antunes & Quadrilha 
Sara Vidal
Sei que a vida não nos dá tudo
(2012)


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Branco - LIII


Relógio Big Ben
Londres
(2011)

www.dailymail.co.uk/news/article-2047021/Big-Ben-leaning-Times-tilting-clock-tower-London.html

sábado, 27 de outubro de 2012

Vermelho - XLII


Tríptico de Nossa Senhora da Misericórdia
Jan Provoost
(c. 1512-1515)

Museu Nacional de Arte Antiga

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

quinta-feira, 10 de maio de 2012

`Branco - LXXII

     O tempo não satura nunca, mas decorre, lento ou rápido e a sua duração é sempre a mesma; somos nós que lhe damos corda.

Rúben Pàmies
Revista ATempo, Novembro/2002

sexta-feira, 30 de março de 2012

Arco-Íris



Exposição A Relojoaria em Genebra

(2011-2012)

sábado, 13 de agosto de 2011

domingo, 10 de abril de 2011

Tempo - I

Que terrível tempo este, a que somos obrigados a chamar nosso! Sobre este tempo e os seus males, sobre estes dias e os seus medos, as vozes erguem-se para proclamar o óbvio e baixam-se para proclamar o absurdo. As palavras levantam-se para afirmar o injusto  e caem para gaguejar o inútil. Lemos os que escrevem os que escrevem sobre esta crise e reparamos que a sua escrita está sempre do lado da morte. A mostruosidade quer mais monstruosidade e a avidez exige mais avidez. Todos apontam o dedo a todos, todos desviam o olhar de todos, mas todos se fazem com todos. Os culpados de ontem são os inocentes de hoje e os inocentes de hoje serão os culpados de amanhã.

José Manuel dos Santos
Expresso, 11/12/2010

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Atrás dos Tempos





Atrás dos tempos vêm tempos
Eu pego na minha viola
e canto assim esta vida a correr.
Eu sei que é pouco e não consola,
nem cozido à portuguesa há sequer.
Quem canta sempre se levanta,
calados é que podemos cair.
Com vinho molha-se a garganta
se a lua nova está para subir.

Que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir.

Eu sei de histórias verdadeiras,
umas belas e outras tristes de assombrar,
do marinheiro morto em terra
em luta por melhor vida no mar,
da velha criada despedida
que enlouqueceu e se pôs a cantar,
e do trapeiro da avenida
mal dormido se pôs a ouvir.

Que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir.

Sei de vitórias e derrotas
nesta luta que vamos vencer.
Se quem trabalha não se esgota
tem seu salário sempre a descer.
Olha a polícia, olha o talher,
olha o preço da vida a subir.
Mas quem mal faz por mal espere,
o tirano fez janela para fugir.

Que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir.

Mas esse tempo que há-de vir
não se espera como a noite espera o dia,
nasce da força que transpira
de braços e pernas em harmonia.
Já basta tanta desgraça
que a gente tem no peito a cair.
Não é do povo nem da raça
mas do modo como vês o porvir.
Que atrás dos tempos vêm tempos
e outros tempos hão-de vir.


Fausto

Madrugada dos Trapeiros