terça-feira, 8 de março de 2016

Azul - CLXXVIII




Youkali
Kurt Weil (música)
Roger Fernay (letra)
(1935)


Raquel Camarinha (voz)
Yoan Héreau (piano)
(2014)



C’est presque au bout du monde
Ma barque vagabonde
Errante au gré de l’onde
M’y conduisit un jour
L’île est toute petite
Mais la fée qui l’habite
Gentiment nous invite
A en faire le tour

Youkali
C’est le pays de nos désirs
Youkali
C’est le bonheur, c’est le plaisir
Youkali
C’est la terre où l’on quitte tous les soucis
C’est, dans notre nuit, comme une éclaircie
L’étoile qu’on suit
C’est Youkali

Et la vie nous entraîne
Lassante, quotidienne
Mais la pauvre âme humaine
Cherchant partout l’oubli
A pour quitter la terre
Su trouver le mystère
Où nos rêves se terrent
En quelques Youkali....

Youkali
C’est le pays de nos désirs
Youkali
C’est le bonheur, c’est le plaisir
Youkali
C’est la terre où l’on quitte tous les soucis
C’est, dans notre nuit, comme une éclaircie
L’étoile qu’on suit
C’est Youkali, c’est Youkali, c’est Youkali.

http://www.wukali.com/youkali-paroles-de-la-chanson-composee-par-kurt-weill#.Vt6m2n2LRXQ


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Amor - LXIII


The Smiths
Rubber Ring
(1985)


(...)
10. Quem serias se não tivesse existido uma banda chamada The Smiths?

Provavelmente, um gajo mais infeliz. Seguramente, um gajo diferente. "I don't forget the songs that made me cry and the songs that saved my life", adaptando a Rubber Ring. Os Smiths tocam na banda sonora da minha vida.



Pedro Marques Lopes
Expresso, 28/11/2015




domingo, 28 de fevereiro de 2016

Cores


(...)
Do alto da encosta, quando se descobre o panorama do vale, o que mais salta à vista é a chateza absoluta dessa linha de horizonte: um soco puído, um bloco aplainado onde se enterra o enclave fechado e recortado do vale, com as curtas ravinas afluentes, dispostas como as nervuras de uma folha. A ossatura rochosa aflora a cada instante ao longo das encostas em corcovas gastas, encrustadas do branco baço e amortecido do líquen que é uma das cores obcecantes da Bretanha. Uma vegetação áspera e pouco densa ocupa todos os intervalos: rastos de juncos secos, arbustos rasteiros, de um verde mais escuro, de giestas e tojos que se estendem em placas dartrosas, carvalhos raquíticos, pinhais anões que mergulham em torrentes negras para o fundo da ravina. Nos sítios onde o cume das encostas se une ao planalto, mal a ladeira diminui, matas rasteiras de castanheiros agarram-se por toda a parte, enraizados e hirsutos como os pêlos de uma nuca tosquiada; no Inverno, um emaranhado de bétulas despojadas, de ramiscos muito finos, cobre o fundo da ravina de uma penugem cor de rato, tão ténue que se confunde com a subida da bruma.
(...)


Julien Gracq
Les Eaux Étroites
(1976)

As Águas Estreitas, Assírio & Alvim, Lisboa, 2006

Cores




Para meu pai, Henri Pastoureau, que sempre gostou do vermelho.



Michel Pastoureau
Dicionário das Cores do Nosso Tempo, Ed. Estampa, 1997

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Azul - CLXXVII



Plus Ultra
Scream#337
(2015)




Não eram cores de tempestade
aqueles azuis
até começar a batida
e o planeta duvidar
de todas as circunstâncias.

Não parecia de protesto
aquele acossado azul
enquanto as cordas fremiam
despedaçando as vozes
(e a surpresa no ar).



A.Oliveira
Lugares de Fogo


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Azul - CLXXVI



Guarda-Rios
(Alcedo atthis)



http://www.bbc.co.uk/programmes/p02whr44/p02whql1

http://www.avesdeportugal.info/alcatt.html

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Vermelho - LXXXVI





Maria da Vila Matilde
(Douglas Germano: letra; 
Kiko, Rodrigo, Cabral, Roseno e Kastrup: música)

Elza Soares
(2015)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Amarelo - LXII


Here Comes The Sun
(George Harrison)


Nina Simone
(1971)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Amor - LXII



Foram cardos,  foram prosas
Ricardo Camacho (M) e Miguel Esteves Cardoso (L)
(1981)


Marisa Liz e Amor-Electro
(2013)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Vermelho - LXXXV



Peter Lippmann

(Comporta - Portugal)




http://www.osexoeaidade.com/2013/02/louboutin-pesca-na-comporta.html




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Amor - LXI



Cadeira Vazia
Lupicínio Rodrigues e Alcides Gonçalves
(1950)

Mariza
(2010)

domingo, 10 de janeiro de 2016

Amor - LX



E Depois do Adeus
José Calvário e José Niza
(1974)


Marisa Liz
Alfredo Costa
Sérgio Sousa
(2016)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Cores


OS INQUIRIDORES




Está o mundo coberto de piolhos:
Não há palmo de terra onde não suguem,
Não há segredo de alma que não espreitem
Nem sonho que não mordam e pervertam.

Nos seus lombos peludos se divertem
Todas as cores que, neles, são ameaças:
Há-os castanhos, verdes, amarelos,
Há-os negros, vermelhos e cinzentos.

E todos se encarniçam, comem todos,
Concertados, vorazes, no seu tento
De deixar, como restos de banquete,
No deserto da terra ossos esburgados.




José Saramago
(1966)
Poemas Possíveis, Porto Ed., 2014

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Amor - LIX



Marisa Liz e Amor Electro
A Máquina (Acordou)
(2011)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Branco - CLXXIV



30




O coração disse-me: "Quero saber, quero conhecer! Instrui-me, Khayyam
tu que tanto trabalhaste."
Pronunciei a primeira letra do alfabeto e o coração disse-me:
"Agora sei. Um é o primeiro algarismo do número que não acaba."




Omar Khayyam (c.1048-1123)
Rubaiyat, odes ao vinho, Ed. Estampa, 1999